Mostra Nacional de Teatro de Uberlândia

01/03/2010

Ruas de Barros

Filed under: Sinopse dos Espetáculos, Uncategorized — Associação de Teatro de Uberlândia @ 19:55

A vida e a obra do poeta Manoel de Barros são a matéria-prima do espetáculo poético-musical RUAS DE BARROS, do Grupo Chão de Teatro, que apresenta-se na Mostra Nacional de Teatro de Uberlândia, dia 13 de março.

 Ruas de Barros narra o perfil biográfico do poeta Manoel de Barros através de seus próprios poemas, com ênfase em seu estilo de criação literária, denominado pelo próprio autor de “criançamento das palavras”.

Os mais importantes personagens presentes em seus livros aparecem materializados e são colocados em contato com o poeta. A relação do poeta com seus personagens é intercalado por intervenções musicais e por canções cujas letras são poemas do próprio autor.

A peça, escrita e dirigida por Frederico Foroni,  chega a Uberlândia com o Prêmio de Melhor Trilha Sonora, do compositor Marcus Siqueira, e indicação de Melhor Espetáculo de Rua no Festival Nacional de Ponta Grossa – PR. 

O espetáculo, que fez parte do projeto Arrastão Poético Manoel de Barros, contemplado pelo Edital de Difusão Literária do ProAc 2009, inclui também uma itinerância em torno do local onde a peça será apresentada, dizendo e cantando versos do poeta pantaneiro minutos antes do início da apresentação.

 

FICHA TÉCNICA

Textos: Manoel de Barros

Direção e Dramaturgia: Frederico Foroni

Atores: Melina Anthis, Antônia Mattos, Iris Yazbek

Paulo Williams

Cenário e Figurinos: Carolina Bassi

Direção Musical: Marcus Siqueira

Maquiagem: Frederico Foroni

Assistência de Direção Musical: Antônia Mattos

Produção: Grupo Chão de Teatro

Apoio: Espaço Terra Forte 

Duração: 50 min.

Classifcação: Livre

Manter em Local Seco e Arejado

Filed under: Sinopse dos Espetáculos, Uncategorized — Associação de Teatro de Uberlândia @ 18:50

Sinopse

Tendo como ponto de partida o texto do filósofo Gilles Lipovetsky, a montagem do Grupo [pH2]: Estado de Teatro chama a atenção para a apatia geral que o

mundo contemporâneo vive. O espetáculo utiliza 1500 litros de água para contar a história de seis figuras que vivem em um mundo totalmente alagado. 

 Inspirados no texto Narciso ou a Estratégia do Vazio, do filósofo francês Gilles Lipovetsky, que esmiúça a constante individualização no mundo atual e a consequente subjetivação das formas de vida, o Grupo [pH2]: Estado de Teatro APRESENTA o espetáculo MANTER EM LOCAL SECO E AREJADO.

Com direção de Rodrigo Batista e, inicialmente, dramaturgia de Beatriz Vilas Boas, a peça tem criação e realização dos artistas Daniel Mazzarolo, Julia Moretti, Luana Gouveia, Luiz Pimentel, Maria Emília Faganello, Paola Lopes e Rodrigo Batista. O grupo [pH2]: Estado de Teatro formulou e desenvolveu o espetáculo durante as aulas de Direção e Dramaturgia da ECA / Universidade de São Paulo, onde alguns já se formaram e outros ainda estão cursando.

 MANTER EM LOCAL SECO E AREJADO mostra um mundo alagado, em que a água está “brotando” de todos os lugares e os personagens se adaptam a esta nova realidade. Os temas tratados são relacionados, em alguma medida, com a idéia de um novo narcisismo sugerido por Lipovetsky e a sua ‘estratégia do vazio’. “Montamos o espetáculo a partir de um recorte baseado no que o filósofo chama de falta de sensação trágica de fim de mundo”, explica o diretor e também ator Rodrigo Batista. “A escolha do texto se deu porque vários integrantes do grupo já o tinham lido e, também, por se tratar exatamente de um retrato, escrito de forma vertiginosa de um tempo que depois, em outra obra, Lipovetsky chamaria de ‘tempos hipermodernos’”, completa ele.

 Leituras metafóricas sobre a água

O espetáculo utiliza 1500 litros de água, disposta em três corredores de dois metros de largura por sete metros de comprimento que formam um espelho d’água de cinco centímetros de profundidade. “Os três corredores são divididos em Casa de Banho, Lavanderia Pública e Cozinha. Nesses espaços há a água que fica no chão e também várias garrafas cheias de água, onde já explicitamos a metáfora entre situação e adaptação”, conta Rodrigo.

 Fazer um ambiente, literalmente, alagado tem como objetivo mostrar a instabilidade do local em que as personagens pisam. “A intenção é passar a ideia de um lugar que está se dissolvendo. No espetáculo a água é algo que comprime as pessoas e está bem afastada de uma leitura ecológica e de sustentabilidade”, adianta o diretor. Nesse sentido, a relação com o que é líquido ganha novo significado: em contato com tudo e estando por toda parte, a água torna-se um risco para a integridade dos corpos. Estão em cena a consequente vulnerabilidade que a água traz e a adaptação humana, e catástrofes não só naturais, mas também da ordem das relações, ou seja, dos modos de operar no mundo.

 “Tentamos nos esquivar de um campo meramente discursivo e assumir a inventividade de um outro espaço: um mundo em ruínas que ignora sua condição. Um alagamento constante como pressuposto do cotidiano”, explica Rodrigo, que conta ainda que todos os personagens usam galochas. “No espetáculo, o pé é objeto de desejo mantendo uma relação de prazer, e até sexual, entre as personagens, pois afinal é algo que está sempre escondido e seco.”

 Seis figuras distintas

As seis personagens foram ganhando vida por meio de pequenas intercorrências. “São figuras que sabem que o mundo está acabando, mas continuam com sua vida normal, como o panfletário que tenta explicar o que está acontecendo ou a figura de Hitler, que  aparece no espetáculo como um estranhamento”, diz Rodrigo.

 Há também os lavadores, instalados na Casa de Banho, e que aparecem todos paramentados com figurinos que remetem a roupas de guerra biológica, a mulher que recorta jornais e é a responsável pelas notícias e o apático, que ainda não captou os acontecimentos ao seu redor. “Sempre foi o nosso interesse estabelecer um mundo que afetasse fisicamente as figuras, por isso a criação de um mundo ficcional. Um mundo que não está diretamente ligado com o que vivemos, ou com o que Lipovetsky fala, mas que se remete a ele num campo poético”, conta o diretor.

  Sobre a Cia. [pH2]: Estado de Teatro

Integrada por atores formados e alguns ainda cursando o Curso de Artes Cênicas da ECA/USP, sob a orientação de Antônio Araújo e Sérgio Carvalho. A Cia [pH2]: Estado de Teatro surgiu no ano de 2007 a partir de exercícios em sala de aula. Manter em Local Seco e Arejado é a primeira peça do coletivo.

 

 

Ficha Técnica

Direção: Rodrigo Batista

Dramaturgia: Coletiva

Elenco: Bruno Caetano, Julia Moretti,

Luiz Pimentel, Maria Emília Faganello,

Paola Lopes e Rodrigo Batista.

Iluminação: Luana Gouveia

Operador de luz: Luana Gouveia

Sonoplastia: Rodrigo Batista e Rodolfo Valente

Operador de som: Catarina São Martinho

Colaboração em cenário: Hémon Vieira

Colaboração em figurino: Bárbara Wada

Voz em off: Paulo Celestino

Duração: 50 min.

Classificação etária: 14 anos

26/02/2010

CADÊ KIKA?

Filed under: Sinopse dos Espetáculos, Uncategorized — Associação de Teatro de Uberlândia @ 20:13

Sinopse

Duda e Lola saem em uma aventura em busca de Kika, sua irmã perdida. Nessa fabulosa viagem elas terão que cumprir tarefas e encontrar personagens fantásticos (o maior Medroso do mundo, uma Fofoqueira que sabe tudo e explica tudo e um Homem que não ri) e mudar a vida deles, guiadas pela intuição e imaginação.  

O espetáculo é resultado de um mergulho nas mais fantásticas histórias da literatura universal.

     A pesquisa, a criação do texto, a relação com os profissionais envolvidos no processo e o fortalecimento da dupla em cena trouxe uma nova forma de trabalho para as atrizes.

     Toda essa experimentação revelou uma descoberta artística e se tornou a principal linha de pesquisa de uma linguagem voltada às crianças.

Ficha Técnica 

Direção: Marcio Douglas

Direção Musical: Beto Quadros

Atrizes: Glauce Carvalho e Karina Muller

Assessoria Dramaturgica: Luis Alberto de Abreu

Dramaturgia:Glauce Carvalho, Karina Muller e Marcio Douglas

Figurinista e Cenógrafa: Dagmar Siqueira

Treinamento Corporal: Robson Jacqué

Assessoria Teórica: Ruth Guimarães

Iluminador:Daniel Augusto

Designer Gráfico: Marcio Douglas

Duração: 55 min.

Classificação: Livre

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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