Os textos postados hoje no blog da Mostra de Teatro chegam ao público como um exercício resultado da nossa breve convivência, em três manhãs, e da disponibilidade de boa parte dos participantes em trazer suas palavras à luz, a partir de algumas apresentações que acompanharam.
Diante de qualquer manifestação cênica, cada um de nós encontrará uma lente para leitura. Sobretudo, uma lente mediada não só pela biografia de espectador como sua própria história de vida, sua visão de mundo. Criticar é também municiar-se de instrumentos para tal – percepções que, muitas vezes, repetimos, vinculam-se à trajetória pessoal.
Entre os autores dos artigos, estão espectadores que pela primeira vez debruçaram-se sobre uma análise de espetáculo. Houve também quem já fosse mais familiarizado com o universo da criação e da recepção nas artes cênicas.
Como exercício, reforçamos, é que os textos são partilhados aqui. Os próprios autores são expostos à crítica e à autocrítica, da mesma maneira como se deram ao trabalho de pensar a criação do outro.
Quem sabe, tenhamos semeado potencialidades. Nenhum dos textos se arvoram aqui como juízo de valor estanque. Afinal, existe a minha verdade, a sua verdade, a verdade do outro…
E viva liberdade do exercício!
Abraços.
Valmir Santos, jornalista ministrante da oficina Espectador Crítico.
Excelente projeto, meu caro Valmir.
Parabéns; você reuniu e trabalhou com um grupo de pessoas que apontam para o que de melhor um crítico pode (e deve) fazer em relação a uma obra de arte.
Grande abraço,
Roberto Alvim
Comentário por juliana galdino — 09/04/2010 @ 22:18